Sensação de peso nas pernas, mãos inchadas, abdómen avolumado, cãibras, palpitações, mal estar geral.
Estes são alguns dos sintomas físicos que acompanham a retenção de líquidos, um problema que afecta uma boa parte da população feminina. Conheça as origens e formas de ultrapassar este problema. Para saber a dieta que deve seguir para prevenir este problema, clique aqui.
Numa situação normal, para que os líquidos corporais estejam nos níveis certos, o organismo põe a funcionar um complexo mecanismo hormonal de forma a facilitar o seu equilíbrio. É por isso que beber mais água do que é suposto não faz mal, porque os rins eliminam o líquido sobrante pela urina através das glândulas sudoríferas.
No entanto, quando algum dos mecanismos que participam neste equilíbrio falha, ocorre a retenção. Na sua origem, podem estar diferentes tipos de factores, nomeadamente:
1) Factores orgânicos
Algumas doenças renais e hepáticas provocam retenção de líquidos, assim como os problemas de circulação. Neste caso, a retenção aparece por causa do abrandamento da circulação de retorno sanguínea e linfática, que faz com que o líquido estanque entre as células dos tecidos moles.
2) Factores ambientais
Alguns medicamentos, como anticonceptivos orais, anti-inflamatórios ou corticóides, desequilibram as forças que regulam a passagem dos líquidos a partir do espaço intravascular e intersticial. Neste grupo, encontra-se também a falta de actividade física e a utilização de peças de roupa que impedem a correcta circulação de retorno, tanto venosa como linfática. Uma alimentação demasiado rica em sal também pode provocar este problema.
3) Factores hormonais
Os estrogénios (hormonas femininas) influenciam directamente a permeabilidade dos capilares. Se a sua presença for excessiva, como acontece durante a ovulação ou nos dias que antecedem a menstruação, os capilares tornam-se mais permeáveis, fazendo com que a água escape.A água estanca nos tecidos moles das zonas onde, por uma simples questão de gravidade, a circulação é mais difícil, ou seja, nas mãos e nas pernas.
Não há terapias invasivas que resolvam este problema, ou seja, não há um tratamento cirúrgico que o trate. A única coisa que os especialistas podem fazer é usar terapias físicas activas que ajudem a melhorar a drenagem.
- Drenagem linfática
É uma técnica de massagem altamente especializada, que consiste na aplicação de movimentos muito suaves e precisos. O protocolo de execução é muito rigoroso e integra uma variedade de movimentos circulares e em espiral. A estimulação do sistema linfático permite a abertura dos capilares linfáticos aumentando, assim, a drenagem e a eliminação do excesso de água, gordura e toxinas acumulados nos tecidos.
Tem como objectivo diminuir edemas, melhorar a celulite e aliviar a sensação de pernas pesadas, e é recomendado a pessoas propensas à retenção de líquidos.
- Pressoterapia
Método de massagem com pressão exercida com a ajuda de umas câmaras de ar aplicadas nas extremidades (pernas e braços), recorrendo a umas mangas especiais que incham. A pressão exercida pelas câmaras pneumáticas não deve ultrapassar a pressão arterial da paciente. Recomenda-se fazer as sessões necessárias, sempre em dias alternados.
Este tratamento tem como objectivo estimular a circulação de retorno e favorece a eliminação de toxinas retidas e estimular a drenagem linfática e venosa, aumenta a elasticidade da pele e activa a vitalidade dos tecidos.
- Óleos essenciais
São usados para massajar as zonas afectadas. São ricos em substâncias anti-inflamatórias (como a camomila), calmantes e revigorantes (lavanda), reequilibrantes (extracto de laranja amarga), anti-fadiga (neroli) e regeneradoras dos tecidos (ylang-ylang). A massagem pode ser complementada com outros tratamentos como o Duche Vichy ou a aplicação de máscaras anti-celulíticas. Recomenda-se um tratamento de 10 sessões, 2 por semana. Este tratamento tem como objectivo drenar a zona tratada e eliminar toxinas e é recomendado a pessoas que retêm líquidos da cintura para baixo.
Cuide de si a da sua saúde de forma agradável e relaxante!

